E chegou o ano de 2022! Os States, outrora um país desenvolvido, nesse momento sofre com a superpopulação e o calor insuportável causado pelo efeito estufa. Nova York, com seus 40 milhões de habitantes, virou uma espécie de cidade do Terceiro Mundo. Se o caríssimo leitor fosse um novaiorquino remediado teria um apartamento, mas para chegar até a porta seria necessário literalmente pisar nos pobres que moram pelos degraus das escadarias do prédio da sua casa! Com tanta gente e sem criação de gado e horta devido à crise ecológica, a fome é um problema sério: as revoltas do carpete de massa humana por comida são comuns. A ração colorida e processada pela Corporação Soylent garante a sobrevivência de grande parte do mundo. A última novidade é o lançamento da ração "Soylent Green", feita, segundo a propaganda da empresa, do "melhor plâncton marinho."
"Soylent Green", de 1973, do diretor Richard Fleischer e estrelado por Charlton Heston, é um filmaço de ficção científica merecedor de uma olhada mais atenta. Nesse futuro distópico, um bife, água quente encanada, sabão, tomates ou geléia de morango são luxos para os mais ricos, assim como a "mobília", o nome que se dá para a mulher que vem de brinde quando um milionário compra um apartamento. Por outro lado, existem escavadeiras que recolhem multidões causadoras de tumulto para levá-las sabe-se lá pra onde e centros de sucídio assistido do governo autoritário para dar uma mãozinha na diminuição do povo, que só vive para esperar a morte chegar.
No meio dessa bagunça toda, Charlton Heston é um policial investigando o assassinato de um dos diretores da companhia fabricante de ração. Ele acaba descobrindo a terrível verdade por trás de "Soylent Green", que a essa altura do campeonato, assim como o final de "O Sexto Sentido", ou de "O Planeta dos Macacos" original, todo telespectador já sabe ou desconfia. Afinal, onde estão os malditos cemitérios das cidades superpopulosas?
Recomendado para o faminto espectador ávido por ficção científica de qualidade sem aliens ou naves espaciais com raio laser, mas que adora um bom filme mórbido cujo final já virou folclore!
Link para a excelente abertura do filme:
http://www.youtube.com/watch?v=AlVczvB4FQk
Trecho do filme onde a população revoltosa é controlada pela polícia com capacete de futebol americano e pelas retroescavadeiras disciplinadoras!
E vejam só, minha gente: o futuro chegou! Já tem empresa comercializando os deliciosos biscoitos verdes "feitos de plâncton e espinafre"! O link está logo aqui embaixo!
http://www.thinkgeek.com/interests/retro/e9aa/
quarta-feira, 24 de agosto de 2011
segunda-feira, 22 de agosto de 2011
Homenagens às mulheres dos Cavaleiros da Ordem Sagrada de Onan
Caríssimos, um começo de semana orgásmico!
A seguir, duas músicas que, tenho quase certeza, foram compostas como forma de homenagear as mulheres amadas e inatingíveis após a homenagem propriamente dita... mais física, se é que vocês me entendem!
"Fell Like Making Love" (Bad Company - 1975), ou, em tradução tosca para o português, "Sentindo como se estivesse fazendo amor"!
A segunda é do Brasil-sil-sil!!
"Só Pro Meu Prazer" (Heróis da Resistência - 1986) ou, em tradução tosca para o inglês, "For my pleasure only"!
E tudo acaba muito melado..
A seguir, duas músicas que, tenho quase certeza, foram compostas como forma de homenagear as mulheres amadas e inatingíveis após a homenagem propriamente dita... mais física, se é que vocês me entendem!
"Fell Like Making Love" (Bad Company - 1975), ou, em tradução tosca para o português, "Sentindo como se estivesse fazendo amor"!
A segunda é do Brasil-sil-sil!!
"Só Pro Meu Prazer" (Heróis da Resistência - 1986) ou, em tradução tosca para o inglês, "For my pleasure only"!
E tudo acaba muito melado..
sexta-feira, 19 de agosto de 2011
O mundo quadrado dos cogumelos nucleares
Na semana retrasada fez 66 anos que um par de bombas atômicas americanas despejadas sobre as cidades japonesas de Hiroshima e Nagasaki destruíram mais de duas centenas de milhares de vidas civis, sem contar as outras centenas de milhares de mortes decorrentes dos efeitos colaterais da radiação. Desde o fim da Segunda Guerra Mundial, aquele povo faz questão de manter viva na memória as lembranças daquele horror nuclear.
A animação de 1983 "Hadashi no Gen", do diretor Mori Masaki, mostra de forma chocante e visceral o testemunho de um moleque sobrevivente ao bombardeio assassino. E se o caríssmo leitor acredita que animes são coisas de criança, por favor assista a esse aqui (e também ao triste "Hotaru no Haka", de 88, também sobre as conseqüências da guerra sob a visão infantil) para mudar de opinião mais rápido do que a detonação do terrível artefato de destruição em massa "Little Boy" sobre Hiroshima.
O troço todo é detalhado sem dó pro espectador; não somos poupados em nenhum momento das conseqüências nefastas da guerra atômica. O filme relata desde os cadáveres espalhados pelos escombros após a explosão até o exército ambulante de semi-mortos radioativos que ficam vagando sem rumo à espera da morte. É impressionante e vale a pena conferir.
Abaixo, trechos da destruição de Hiroshima ("Hadashi no Gen" - 1983)
Por fim, fiquemos com a música de protesto dos anos 60 condenando a bomba atômica da hippie e ativista De Kalafe, também cantora de "Guerra", que está na trilha sonora de "O Ritual dos Sádicos", filme-proibidão de 1970 de José Mojica Marins:
"Mundo Quadrado" (De Kalafe e a Turma, 1968)
A animação de 1983 "Hadashi no Gen", do diretor Mori Masaki, mostra de forma chocante e visceral o testemunho de um moleque sobrevivente ao bombardeio assassino. E se o caríssmo leitor acredita que animes são coisas de criança, por favor assista a esse aqui (e também ao triste "Hotaru no Haka", de 88, também sobre as conseqüências da guerra sob a visão infantil) para mudar de opinião mais rápido do que a detonação do terrível artefato de destruição em massa "Little Boy" sobre Hiroshima.
O troço todo é detalhado sem dó pro espectador; não somos poupados em nenhum momento das conseqüências nefastas da guerra atômica. O filme relata desde os cadáveres espalhados pelos escombros após a explosão até o exército ambulante de semi-mortos radioativos que ficam vagando sem rumo à espera da morte. É impressionante e vale a pena conferir.
Abaixo, trechos da destruição de Hiroshima ("Hadashi no Gen" - 1983)
Por fim, fiquemos com a música de protesto dos anos 60 condenando a bomba atômica da hippie e ativista De Kalafe, também cantora de "Guerra", que está na trilha sonora de "O Ritual dos Sádicos", filme-proibidão de 1970 de José Mojica Marins:
"Mundo Quadrado" (De Kalafe e a Turma, 1968)
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